terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A menina que me habita

Quantas vezes é possível se apaixonar pela mesma pessoa? Quantas vezes se pode sofrer por ela? E depois de amar e desamar, quantas vezes mais é correto ignorar a voz da razão, que insiste em dizer que está tudo bem, que a vida segue para ambos, que novas paixões são inevitáveis? Às vezes, custa tanto vestir a armadura de mulher forte, madura e bem resolvida. Às vezes, só se quer chorar, sentir saudade, deixar que grite o sentimento tão inutilmente guardado. Às vezes, a tal mulher bem resolvida dá lugar à menina que me habita. A menina e as dores que carrega.

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