domingo, 21 de novembro de 2010

Mais que amor

O meu mal era a grande fraqueza por ele, que eu sentia. Eu gostava de, comigo, chamar aquilo de amor. Mas só porque achava bonito e porque, no amor, tudo se perdoa. Mas não era amor, era pior, eu acho que era mesmo paixão. Nem era só um cio violento, mas passageiro, que depois de satisfeito se desvanece. Não era cio; e era muito mais que amor.


Rachel de Queiroz. In: Memorial de Maria Moura

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