sábado, 6 de novembro de 2010

Chão

Não há limite que não seja por ele suportado.
Suporta todo o cansaço. Traições, fadiga, falhanços.
Aconteça o que acontecer, tens um corpo que pesa;
e um chão, mudo, imóvel, que não desaparece.


Gonçalo M. Tavares. In: Relógio d'água

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