sexta-feira, 1 de outubro de 2010

À mercê do outro

Então porque é que pensava que todos os dias ela ia deixá-lo? (...) O amor era para ele o desejo de abandonar-se ao arbítrio e à mercê do outro. Quem se entrega ao outro como um soldado, se deixa fazer prisioneiro, tem de despojar-se de previamente de todas as armas. Vendo-se sem defesas, não pode coibir-se de estar sempre a pensar no momento em que o golpe fatal será dado.


Milan Kundera. In: A Insustentável Leveza do Ser

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