terça-feira, 24 de agosto de 2010

Eternidade

'A alegria', diz Nietzsche, 'quer eternidade, quer profunda eternidade'. Não é nem nunca foi assim: a alegria não quer nada, e é por isso que é alegria. A dor, essa, é o contrário da alegria, como a concebia Nietzsche: quer acabar, quer não ser. O prazer, porém, quando o concebemos fora da relação essencial com a alegria ou com a dor, esse, sim, quer eternidade; porém quer a eternidade num só momento.

Fernando Pessoa. In: Textos de Crítica e de Intervenção

Nenhum comentário:

Postar um comentário