domingo, 10 de janeiro de 2010

Pêssego

[...]
Mas é pelo tato
Que a fonte do amor se abre.
Apalpar desabrocha o talo.
O tato é mais que o ver
É mais que o ouvir
É mais que o cheirar.
É pelo beijo que o amor se edifica.
É no calor da boca
Que o alarme da carne grita.
E se abre docemente
Como um pêssego de Deus.
.
.
Manoel de Barros. In: Poemas Rupestres
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário