quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Sem brusquidão nem pudor

Apertou-a contra si e ela pode sentir como os seus corpos se ajustavam bem um ao outro. Precebeu que ele devia estar a sentir o mesmo, que o peito dela tinha encostado completamente ao dele, que estava à beira de se deixar ir. Fechou os olhos quando ele lhe puxou a cabeça para trás e às escuras deixou-o mergulhar na sua boca e ficar lá dentro, enquanto os braços lhe pendiam ao longo do corpo e a mão que a enlaçava pela cintura a esmagava contra o corpo dele.
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Luís Bernardo recuou com ela até à borda da cama, sem nunca lhe largar a cintura nem a boca. Sentou-a na cama e ajoelhou-se a seus pés, só então interrompendo aquele beijo interminável. Colocou-lhe as mãos abertas sobre o peito dela, sem brusquidão nem pudor, como um menino que desfruta o seu brinquedo.
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Miguel Sousa Tavares. In: Equador
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