terça-feira, 4 de agosto de 2009

Inimigos Públicos

Parece estranho, mas personagens fora-da-lei costumam provocar fascínio nos fãs de cinema. É o que fica comprovado em ‘Inimigos Públicos’. O filme conta um pedaço da história de John Dillinger (Johnny Depp), um dos maiores assaltantes a banco dos EUA. Depp – numa excelente atuação - cria um Dillinger multifacetado. O criminoso que realiza grandes assaltos, com habilidades geniais de enganar a polícia é, ao mesmo tempo, um bon-vivant com porte atlético, carisma, um homem fascinado pela beleza da vida e de seu amor, a bela Billie Frechette (Marion Cotillard). Trata-se da romantização de um criminoso implacável, que brinca com a polícia, mas que é capaz de assaltar um banco sem levar um centavo dos clientes.

Para tentar detê-lo, a polícia conta com o agente Melvin Purvis (Cristian Bale), que tem bem claro o seu objetivo: pegar a todo custo o famoso bandido.

Embora seja este um tema fartamente abordado pelo cinema norte-americano, Mann cria uma visão fora do convencional. As posições das câmeras e o jogo de imagens nas cenas de ação ficaram bastante realistas. O som alto dos tiros é explorado à exaustão, o que incomoda um pouco, mas com a câmera na mão, o diretor dá ao expectador a sensação de fazer parte da cena. O filme apresenta a união entre ótimas atuações e um visual excelente. Através de trajes, carros e ruas típicas da época consegue recriar o ambiente pós-crise de 1929.

A bela trilha sonora ajuda a compor o clima envolvente.

(‘Inimigos Públicos’ - Título original: Public Enemies - EUA - 2009 - Direção: Michael Mann - Com Johnny Depp, Cristian Bale, Marion Cotillard)


* Trata-se de uma pseudo-crítica, obviamente sem a qualidade de uma crítica profissional e especializada.

Um comentário:

  1. Realmente uma trilha que de tão envolvente salta a tela... mas vale ressaltar que se você prestar muita a atenção nela não assiste o filme, dependendo de quem esteja a seu lado. (rsrsrsrs). Só não achei os tiros exagerados. Ao contrario, poucos cineastas conseguem manter um realismo tão grande em cenas de ação, sem perder o tom, além da posição das câmeras, a mescla inteligente do documentário e os ângulos tradicionais do cinema americano, o “mestre” Mann alem disso tudo, sabe bem escolher seus atores (rsrsrs). Então... Vale à pena conhecer outros filmes do diretor, um cara que divergi do obvio, e que no mínimo o espectador pode esperar por inovações no que ele se propõe a fazer.

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